sábado, 28 de janeiro de 2017

O eremita deve guardar a cela.





27. Um irmão pediu ao abade Arsênio: “Que devo fazer, Pai, pois sou fustigado por este pensamento: já que não podes jejuar nem trabalhar, visita ao menos os doentes! Essa ação merece recompensa!” O ancião reconheceu aí as sementes do diabo: “Então, respondeu ele, come, bebe, dorme; só não saias da tua cela”. Com efeito ele sabia que a fidelidade à cela torna o monge tal como deve ser. Três dias depois o irmão caiu na acédia. Mas se deparando com algumas palminhas desfiou-as e no dia seguinte começou a trançar com elas cordas. Quando sentiu fome disse para si: “Eis outras palminhas; trancemo-las, e após comerei”. E enquanto fazia a leitura: “Recitemos algumas linhas dos salmos, após o quê comeremos sem escrúpulos”. E com a ajuda de Deus, a pouco e pouco progrediu até se tornar tal como deveria ser; e tomando as rédeas dos maus pensamentos, triunfou. (N. 195; Arsênio, 11).

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