domingo, 14 de maio de 2017

Dai, e dar-se-vos á, boa medida, recalcada, sacudida, transbordante...


O Eremitério da Santíssima Trindade é uma fundação de natureza contemplativa que se propõe a viver longe do barulho das cidades, no recolhimento de um deserto, na solidão e no silêncio, guardando a Liturgia de Trento na Missa, no Ofício Divino e nos Sacramentos.

Não possui rendas e nem tem condições de manter um trabalho que lhe possibilite pagar as próprias contas. É uma obra que vive da Providencia de Deus e da generosidade de amigos e benfeitores.

No entanto as dificuldades são muitas principalmente porque não mantemos nenhum vinculo com grupos ditos tradicionalistas e muito menos com a nova hierarquia que vive a disciplina do Vaticano II.

Vivemos a vida da graça num completo abandono nas mãos de Deus e de seu cuidado por nós.

Percebemos que a crise de Fé e seu profetizado esfriamento afetou gravemente o espírito dos católicos provocando a perda da caridade, do amor entre os irmãos e do desvelo pelo pobre.

Hoje quem tem dinheiro não se deixa mais mover pela caridade, mas se fecha na avareza e no egoísmo. Não sabe ou não quer repartir dos bens que Deus lhes deu.

É uma situação demasiadamente triste e desoladora: apostasia, esfriamento da Fé, perda da caridade, avareza, egoísmo, vaidade...

Mas é preciso tentar sacudir este espirito anticatólico das almas que têm a graça de entender a grave crise que nos assola.

Deus prodigaliza de seus bens a muitos para que jamais deixem de assistir aos que necessitam e mais ainda aos que se propõem a viver os conselhos evangélicos. 

A quem muito foi dado, em todo sentido, muito será pedido.

Faço um discernimento ponderado sobre o número que temos de seguidores nestas chamadas redes sociais: 4950 pessoas. No blog mais de 18.300 acessos. Se todas essas almas se deixassem guiar pela generosidade e nos ajudassem cada um com 1 real já teríamos muito bem como prover nossas necessidades e ainda ajudar os pobres que estão a nossa volta.

Mas os corações parecem endurecidos...

Esta reflexão visa mover estas almas a quem Deus tem dado tantas graças para que se deixem tocar pelo amor e pela misericórdia do Bom Deus e aprendam a repartir com os que precisam ainda que seja um pouco da própria pobreza.

Cabe aqui uma bela passagem do Evangelho segundo São Lucas: "Levantando os olhos, viu Jesus os ricos que deitavam as suas ofertas no cofre do templo. Viu também uma viúva pobrezinha deitar duas pequeninas moedas, e disse: Em verdade vos digo: esta pobre viúva pôs mais do que os outros. Pois todos aqueles lançaram nas ofertas de Deus o que lhes sobra; esta, porém, deu, da sua indigência, tudo o que lhe restava para o sustento. Capitulo 21" 

Os que possuem bens deste mundo devem tomar consciência do dever, sim dever, que eles têm de ajudar o próximo e prover as coisas de Deus.

Assim conscientes do dever de caridade e de justiça todos teriam abertas as compotas do céu e veriam suas vidas se tornarem abundantemente abençoadas pelo Deus que vela pela sorte do pobre, dos órfãos, das viúvas e das almas que lhe são consagradas.

E todo nosso apelo seria prontamente correspondido num espirito de fé e amor a Deus! 


Mas a realidade tem sido bem outra e dai a razão de nossa reflexão. 

Que Nossa Senhora de Fátima, no seu centenário, nos ajude a todos. E que as almas correspondam a todo apelo justo e verdadeiro. E que assim todos se tornem plenamente irmãos e merecedores das melhores graças de Deus Nosso Senhor. 

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