quinta-feira, 4 de maio de 2017

O louvor divino é por si mesmo e de modo especial uma homenagem de amor.


É sabido que a vida do monge, do eremita que vive no deserto, é ditada por seu profundo amor ao Divino Esposo. E esse amor encontra sua melhor forma de expressão na recitação fervorosa do Oficio Divino. Uma vez na madrugada, em geral as 3 horas, e sete vezes ao dias. 

Na solidão do deserto, no silêncio do coro ou da cela, o monge recita diariamente o louvor divino, verdadeiro ato de adoração e sólido alimento para sua alma. 

Assim o Oficio Divino constitui para o anacoreta uma homenagem de amor a Trindade. Segundo Dom Columba Marmion todas as formas de amor nele encontram ocasião de se exprimir, principalmente pelos salmos, que constituem o seu mais considerável elemento. 

"A admiração, a complacência, o gozo, o amor de benevolência, o amor contrito, o amor grato, todos estes sentimentos se manifestam de modo quase ininterrupto. O amor reconhece, admira, exalta as perfeições divinas. A complacência pela qual a alma se regozija de alegria e beatitude da pessoa amada é uma das mais perfeitas formas e das mais puras do amor" Jesus Cristo, ideal do monge. Dom Columba Marmion, pag. 446.

E este venerável abade termina dizendo que quando se ama verdadeiramente não se tem maior alegria do que a de louvar e glorificar a Deus. Essa é a vida e o ideal do monge, amar a Deus de modo profundo, generoso, fiel, louvar e glorificar com todas as forças da sua alma este Divino Esposo! 


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