terça-feira, 17 de abril de 2018

A linguagem da loucura e do escândalo.




Das preciosas lições retiradas do Livro da Imitação de Cristo: Capítulo XII do Livro II: Da Estrada Real da Santa Cruz.

A cruz, o único caminho para a perfeita união com Deus, para santificação da alma e salvação eterna: “Se houvesse, realmente, alguma coisa melhor e mais útil à salvação dos homens que o sofrimento, Cristo, certamente, no-lo teria mostrado por palavras e exemplos”!

Loucura para muitos, escândalo para outros, a vida neste século XXI só difere de outros pelo requinte de maldade de uma geração que sucedeu a outras na apostasia e na prevaricação.

No mais, sempre a velha recusa da submissão à vontade de Deus, o “non serviam”, que tem precipitado multidões no inferno!

A grande tragédia dos dias atuais é que em Roma não temos mais o Magistério Autêntico a nos guiar pelas sendas da estrada real da Santa Cruz.

Pelo contrário, há um magistério do erro, satânico, insubmisso a Verdade de Sempre, amante de novidades, que celebrou uma perversa amizade com o mundo!

Mas é importante que não nos esqueçamos da preciosa lição deste capitulo 12 do Livro 2°: É melhor sempre escolher e preferir as adversidades, as tribulações, os sofrimentos, a penúria, as perseguições, a fome, a sede, a nudez, a doença, do que uma falsa paz e iniqua amizade com o mundo e com todos os inimigos de Deus!

Vivemos os tempos preditos de que muitos, nos entregando ao inimigo, julgarão estarem prestando um serviço à “Deus”!

Saibamos carregar com amor e resignação o opróbrio de Nosso Senhor Jesus Cristo fora dos acampamentos e bem longe dos que negam a Santa Igreja, sua Tradição, seu Magistério e Santa Doutrina ! 

segunda-feira, 26 de março de 2018

A perfeição consiste no amor a Deus!




Estamos na Semana Santa. Todo o conjunto de Leituras da Sagrada Liturgia nos revela o grande amor de Deus por nós que não hesitou em enviar o Seu Filho ao mundo para pagar o preço do nosso resgate e nos dar por direito a adoção divina!

Resgatou-nos da maldição da lei, do pecado e da morte por amor infinito de nós suas criaturas, criadas a Sua imagem e semelhança.

Deus nos ama infinitamente.

“Ó felix culpa”! Canta a Igreja em solene exultação! Mereceu-nos tal Redentor! Esse é Jesus Cristo, nosso Deus e nosso Senhor! Que nos amou até o fim, se entregou por nós, no patíbulo da Cruz!

Eis a grande lição tirada do Livro A prática do amor a Jesus Cristo de Santo Afonso Maria de Ligório, Bispo e Doutor da Igreja:

“Toda a santidade e toda a perfeição de uma pessoa consiste em amar a Jesus Cristo, nosso Deus, nosso maior bem, nosso Salvador. Jesus Cristo mesmo disse: “Quem me ama será amado por meu Pai”!

São Francisco de Sales diz: “Alguns põem a perfeição na austeridade da vida, outros na oração, estes na frequência dos sacramentos, aqueles nas esmolas. Enganam-se. A perfeição consiste em amar a Deus de todo o coração” porque “Deus nos amou primeiro”!

Para mim esta é a Regra da Perfeição ensinada com precisão pelo Santo Doutor!

A santidade, a perfeição, a verdadeira conversão dos costumes consiste em amar a Deus sobre todas as coisas! Para isto fomos criados e por isto fomos resgatados: para amar a Deus com todo o nosso coração, nossa alma e nosso espirito. Com toda a nossa inteligência, vontade e sentimento! Porque o amor infinito de Deus por nós nos compele a amá-lo sobre todas as coisas!

E só assim, amando a Deus com toda a intensidade do nosso querer, sobre todas as coisas, têm verdadeiro sentido nossa vida de solidão, silêncio, recolhimento, austeridades, penitência, jejuns, oração e contemplação! Foi para amar a Deus de todo o nosso coração que fomos chamados ao deserto!

Isso põe a largo toda ansiedade e toda preocupação com boas obras e virtudes adquiridas. Vemos a lição no Evangelho quando Marta, irmã de Lázaro, reclama a falta de ajuda de Maria nos “trabalhos” da casa: Marta, Marta, porque te inquietas? Uma só coisa é necessária! Maria escolheu a melhor parte e não lhe será tirada!

Eis a divisa de nossas vidas de eremitas e monges: conservar-se aos pés de Jesus em adoração, amando-o sobre todas as coisas, ouvindo-o a todo o momento, absortos na contemplação de sua divindade e santa humanidade!

Esta é a melhor parte e ela nos foi dada caros irmãos que habitais os montes e desertos! Que vos recolheis na solidão dos eremitérios e mosteiros e vos conservais em oração guardando fielmente a vossa cela porque nela estais sempre aos pés do Amado!

Não nos preocupemos, pois com o que haveremos de comer ou de vestir. Com isso se preocupam os pagãos. Nem com as contas e custeio de nossas vidas humildes e pobres! Deus cuida de nós com amor e com extrema benevolência.

Permaneçamos absortos no amor de Deus e façamos o que fazem os amantes: declaremos continuamente a Deus o nosso amor por Ele!

Adoremo-lo com toda a nossa alma e o nosso espirito! Deus quer ser adorado assim, em espirito e em verdade! E neste oficio sagrado quem nos guia é o Espirito Santo, o Paráclito, o Consolador! Ele é o nosso guia e mestre!  

domingo, 25 de março de 2018

Meditações sobre a Grande Semana Santa




Da interior da minha cela ouço o riso dos mundanos, na maioria católicos, que não se dão mais conta dos mistérios profundos que a Igreja vive na Grande Semana, começando hoje pelo Domingo de Ramos.

Não os culpo...

O Vaticano II pretendeu abrir as portas da Igreja para o mundo. Substituiu a Missa Católica pela missa de Lutero, conspurcou o Rito dos Sacramentos, adulterou o Direito Canônico, o Catecismo, a Moral, a Filosofia, a Teologia, e praticamente nada ficou de pé!

Resultado?

Uma debandada de padres e religiosos. Esvaziaram-se os seminários, conventos e mosteiros. A vida religiosa entre os do Vaticano II perdeu o valor e o sentido. E já não há mais busca pela santidade. O grande desejo de todos, clero e povo, é gozar a vida do mundo para o qual, pretensamente, a Igreja lhes abriu a porta!

É por isso que as pessoas do mundo riem, dão gargalhadas, quando deveriam estar chorando seus pecados e fazendo penitência. Embebedam-se. Drogam-se. Prostituem-se. Nada mais lhes detém no desejo do pecado e da devassidão. E do Vaticano de hoje, a todo o momento, chega um novo escândalo para perder ainda mais as almas...

E, em meio a risada dos céticos, da gargalhada dos imundos, o demônio vai estendendo seu domínio, destruindo o que ainda restou da vida católica no meio de um povo apostata e sem fé. Não se guarda mais silêncio e recolhimento, e os domingos e dias santificados não são mais do que feriados para satisfação de seus pecados!

Que contas darão a Deus por tanta perdição os “papas”, “bispos” e “padres” da igreja do Vaticano II? Que contas darão a Deus da perda da Fé e do esfriamento da Caridade?

Afogados nos vícios e pecados, na apostasia e impiedade, as almas se perdem. Mas a culpa não está somente nas costas dos asseclas da nova religião e sim e principalmente de supostos católicos tradicionalistas, defensores da Tradição e do Magistério da Igreja, que diante de tal desolação, permanecem silenciosos e submissos às autoridades iniquas e ilegítimas de falsos papas, bispos e padres.

E enquanto isso, Cristo prossegue, vai entregar-se todo inteiro à Sua Paixão e Morte na Cruz. Passará pela Agonia do Jardim das Oliveiras, pela prisão infame, pelo julgamento iniquo, pela condenação injusta, pela flagelação impiedosa, coroação de espinhos, e principalmente, pela Cruz e pela morte no Gólgota!

Quem, de entre nós, permanecerá com Ele?

E depois de todo sofrimento, o túmulo! Três dias se escuridão. Três dias de desespero para muitos. Ah... e quão muitos, meu Bom Deus! Cristo experimentou a escuridão do túmulo. A Igreja, Sua Esposa, há mais de 50 anos, experimenta a escuridão provocada pela usurpação de seus inimigos. Fomos subjugados pelo poder das trevas.

Mas... Se Cristo não tivesse ressuscitado, vã seria a nossa Fé!

Ressuscitaremos com Cristo e com a Igreja. Nós, apenas nós, não porque somos os melhores, mas porque somos o pequeno resto, a quem Deus estendeu a sua Misericórdia e Bondade. Ele, que nos elegeu, nos escolheu, nos chamou! Entremos na Grande Semana de coração contrito e humilhado... mas certos de que estamos com Cristo e com Ele venceremos!




sábado, 24 de março de 2018

Sobre a destruição que nos cerca




Desde a queda de Adão no Éden que no mundo o demônio investe contra Deus e contra toda a obra da criação. Foi assim que tentou Eva até fazê-la sucumbir, arrastando consigo Adão e toda a humanidade, decaída da graça por um ato de grave desobediência à vontade divina! A História da Salvação desde o Genesis até os dias de hoje comprovam essa luta terrível entre o inimigo de nossas almas e Deus, que em Cristo nos resgatou da maldição da lei, do pecado e da morte. Uma batalha tremenda entre a Cidade de Deus e a cidade dos homens segundo Santo Agostinho.

Basta um olhar atento sobre a História da Humanidade para nos darmos conta do quanto esta batalha terrível sempre tomou conta da vida dos homens, mesmo daqueles esquecidos ou ignorantes da existência de Deus e de seus inimigos! Foi assim que o Demônio se instigou sobre a humanidade produzindo para si religiões e cultos contrários a Majestade do Deus Vivo, subjugando as almas na superstição e na idolatria, arrastando multidões para a perdição eterna.

Mas nos últimos tempos o inimigo multiplicou a sua audácia contra Deus e contra o Seu Cristo tomando de assalto a Igreja e usurpando a autoridade legítima na Cidade Católica, produzindo o erro e perdição desde os mais altos postos da Hierarquia até aos fiéis mais simples e humildes, arrastando famílias inteiras para a condenação eterna, destruindo a inocência da infância e a santidade do matrimônio. Nada ficou de pé no seio das famílias e no interior dos conventos e claustros, onde uma avalanche de erros e pecados deitou por terra séculos de Tradição e Santidade.

O que restou depois do Vaticano II?

A destruição foi tão avassaladora que um pequeno número ficou de pé, dividido entre si, como ovelhas sem pastor! Ferirei o pastor e as ovelhas se dispersarão! Essa é a situação do pequeno resto. Falta um olhar sobrenatural sobre as fontes da Revelação! É preciso que o pequeno resto se dê conta de que tem como guia nos dias catastróficos de hoje apenas a única norma de fé segura: O Magistério da Igreja através de 260 papas, ou seja, até Pio XII; de 20 Concílios Ecumênicos, ou seja, até o Vaticano I; E toda uma multidão de Santos, os Padres da Igreja e seus Doutores! Afastar-se disso é colocar em risco a salvação das almas diante da sedução do Anticristo operada pelos falsos pastores da nova igreja do Vaticano II!

Seguir os “papas” da falsa igreja do Vaticano II: João XXIII, Paulo VI, João Paulo I, João Paulo II, Bento XVI e Francisco é um verdadeiro pecado contra o Espírito Santo!

E mais, prosseguir a vida como se fosse possível uma amizade entre a Luz e as trevas, entre Cristo e Belial, entre a Igreja Una Santa Católica Apostólica Romana e a falsa igreja do Vaticano II é um pecado gravíssimo contra a Fé da Igreja!

Vivemos a grande escuridão tão anunciada e ao mesmo tempo tão ignorada pelos católicos. O sol da Verdade foi obscurecido pela grande traição do Vaticano II. Quem tem olhos para ver, que veja! Essa é a realidade dos dias tenebrosos que vivemos. Caminhar na ortodoxia e na fidelidade é o grande desafio. O Demônio persegue os católicos verdadeiramente fiéis e procura a todo custo retirar-lhes a vida e o sustento honesto para que não sejam testemunhas da grande apostasia e da prevaricação dos povos!

Em Roma segue o Anticristo e seus asseclas, destruindo tudo que é católico, surpreendendo a cada dia com um novo escândalo, esquecidos que estão todos de que “ai por quem vêm os escândalos”! Tudo confirma as palavras do Santo Apostolo João: “O mundo inteiro jaz sob o poder do Maligno”! Em meio à fúria da tempestade, quando o bramido do mar de erros e pecados causa verdadeiro terror às almas santas, só nos resta olhar para Jesus e clamar: Senhor Jesus Cristo tende piedade de nós! Salva-nos, senão pereceremos todos!