quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

A Igreja orfã de pastores



Vêm-me à memória ao iniciar estas linhas algumas passagens de Gustavo Corção, esse grande pensador católico, que investiu no final de sua vida o melhor de si mesmo contra a nova religião do Vaticano II. Pois bem, ao pensar na situação dos católicos de hoje, e refiro-me aos verdadeiros católicos, os que professam integralmente a Fé Católica principalmente contra os erros do Vaticano II e suas pseudo-reformas, algumas de suas palavras para descrever de modo poético a miserável situação que nos encontramos: malhas que os anjos tecem e o segredo da permissão divina.

Em Roma não existe mais uma autoridade católica! Isso é fato. Como dizia Mons. Lefebvre: “Roma perdeu a fé meus caros amigos, Roma está em apostasia. Eles deixaram a Igreja”! O que vemos por lá é a figura de usurpadores do Sólio Pontifício professando descaradamente a heresia modernista, o compendio de todas as heresias, e trabalhando para destruir publicamente a Igreja Una, Santa, Católica e Apostólica, Romana.

Os que se assentam sobre a Cátedra de Pedro são usurpadores. Antipapas desde Roncalli até o presente Bergoglio!  Uma falsa autoridade, sem jurisdição alguma sobre a Igreja, que com o poder de sedução da Besta arrasta após si uma multidão de almas apoiado e defendido por supostos bispos tradicionalistas e conservadores! Uma grande farsa digna apenas do Anticristo! Os que pensam que podem colaborar com eles acumulam brasas sobre suas cabeças e terão o mesmo fim da Besta!

Órfãos!

Assim estão os católicos de hoje que pelejam por Cristo Rei. Estão como os Santos Apóstolos e Discípulos nos dias que Nosso Senhor Jesus Cristo esteve no Túmulo... Alguns desnorteados, outros confusos, abalados, decepcionados com a Igreja, ovelhas sem pastor, dispersas nas vagas deste mundo cujo requinte de apostasia e maldade supera toda antiguidade pagã da qual saímos vencedores pela Ressurreição de Cristo e a vitória da Santa Igreja sobre os bárbaros e pagãos.

Cumpre manter a Fé Divina e Católica! Permanecer. Seguir o Magistério da Igreja sem desvios. Temos a nos guiar 260 papas e 20 concílios ecumênicos. Temos os Santos Padres e Doutores a nos ensinar como ser fiéis. Temos o exemplo de todos os Santos. O testemunho dos Mártires. Não podemos arreglar, condescender, acordar, capitular, ceder, transigir, trair, renegar mesmo que isso coloque em risco nossas vidas! Somente quem perseverar até o fim será salvo!

domingo, 18 de fevereiro de 2018

Sobre o estado de confusão no orbe católico



O Vaticano II foi a pior desgraça que se abateu sobre a Igreja Católica em seus 21 séculos de existência! Semeou a cizânia no meio do trigo. Cumpriu a profecia de que ferido o pastor as ovelhas se dispersariam. Trouxe tal confusão que muitos já não sabem mais com serem católicos em meio a tanta divisão, contenda, discórdia e maledicência. O que vemos por toda parte nos últimos 50 anos são papas propugnadores de heresias, cardeais contra cardeais, bispos contra bispos, padres contra padres, e no meio do povo fiel uma quase que completa ignorância dos males que afligem a Igreja!


Entre os que supostamente resistem aos erros do Vaticano II a situação parece ser muito pior! Os bispos existentes, sagrados sem mandato, e, portanto sem jurisdição alguma, ordenam padres sem chamado, e entre eles a divisão é mais violenta, onde cada um nega a liceidade, a legitimidade e até mesmo a validade das ordens dos outros! Todos se erigem em pontífices, inerrantes, infalíveis, detentores da verdade que só pertence a Igreja, e de suas cátedras e púlpitos, fulminam seus irmãos sem nenhum vestígio de caridade e misericórdia! Criam seitas e arrastam atrás de si almas que desconhecem o Magistério da Igreja, cegos guias de cegos, pois se condenam a si mesmos com os mesmos argumentos que impugnam seus adversários. Estão absolutamente todos na mesma situação irregular, ilícita, sem jurisdição e sem canonicidade!

O quadro é profundamente desolador. Há entre os supostos tradicionalistas uma verdadeira guerra fratricida. Odeiam-se. Destroem-se. Desmentem a Nosso Senhor a todo o momento e não dão testemunha nem da verdade e nem da caridade de Cristo! Tudo isto porque ferido o pastor as ovelhas, desgovernadas, dispersam-se. A falta de um papa católico é fator responsável por tanta miséria e tanta iniquidade no orbe católico. Não há autoridade legitima alguma a quem se possa recorrer, no momento presente, para por fim a tanta desordem e tanta confusão!

Diante disso é preciso não desfalecer. Não perder a Fé. Jamais apostatar. Mas manter a calma e a tranquilidade. Guardar a Fé e permanecer fiel a Cristo e a Igreja mesmo que sem pastores ou mesmo que dividida e dilacerada! Apegar-se ao ensino dos Padres e Doutores da Igreja. Jamais apartar-se do Magistério de 260 papas e 20 concílios ecumênicos. Estamos vivendo na Igreja um deserto terrível! O sol da Verdade Católica parece obscurecido pela heresia e pelos erros do Vaticano II! Apeguemo-nos a Nossa Senhora. Rezemos todos os dias se possível o Santo Rosário. Onde há missas de padres que se abstraiam de tamanha confusão é obrigação moral assistir e cumprir o preceito! E lembrar-se sempre: os que confiam no Senhor jamais serão confundidos eternamente!

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

O jejum de Cristo 40 dias no deserto


Os padres da Igreja e Santos Doutores afirmam, conforme o que está dito nas Escrituras, que o jejum de Cristo foi uma completa ausência de alimentos sólidos. Ou seja, não comeu nada durante os 40 dias e 40 noites, e por esta razão os Santos Evangelhos nos dizem que no final ele teve fome e foi tentado pelo Demônio.

Jejuou 40 dias e 40 noites, no recolhimento e na solidão do deserto, na oração e na contemplação, no silêncio e na intimidade da Trindade da qual Ele é o Verbo. O Verbo Eterno do Pai. E sentiu todo o peso do deserto e toda a violência do combate até o confronto direto com o Tentador. E saiu vitorioso sobre o Demônio!

A vida do monge e do eremita, do anacoreta, é uma imitação da vida de Cristo no deserto. Seguindo os passos de Nosso Senhor, procuramos, pelo jejum, uma vida de ascese, pela mortificação e pela penitencia, combater as más tendências e nos unir intimamente à Trindade, numa vida de silencio e solidão, de recolhimento e perseverança na presença de Deus.

O combate contra as tentações, contra as más inclinações e más tendências, contra as fraquezas da natureza humana, contra nossa vontade enfraquecida pelo pecado e contra o Tentador nos faz clamar incessantemente pelo socorro do Divino Mestre: Senhor Jesus Cristo, Filho do Deus Vivo, tende compaixão de mim pecador!

Na Quaresma, intensificamos nossos jejuns, nossas mortificações, nossas penitencias, nosso isolamento, nosso silencio e solidão, a procura de estar com Cristo unido de modo místico e misterioso, seguindo seus passos pelo deserto e fazendo-lhe companhia no Jardim das Oliveiras. Procuramos vigiar com Cristo de modo mais intenso e mais amoroso. Os momentos de contemplação são fecundos e impregnados de graças...

terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

Quem acompanhará Cristo nos quarenta dias de deserto?



Quaresma do ano da graça de Nosso Senhor Jesus Cristo de 2018. Cristo quarenta dias no deserto. Quem o acompanhará? Quem poderá suportar o deserto para estar com Cristo? Muitos foram os que O acompanharam pelos caminhos da Judéia e da Samaria e por toda a parte por onde ele andou fazendo milagres, devolvendo a vista aos cegos e a audição aos surdos, fazendo paralíticos andarem, curando toda sorte de enfermidade e libertando a muitos do cativeiro do Demônio. Alimentou cinco mil homens com cinco pães e dois peixes. E até sua entrada em Jerusalém foi triunfal e levou uma multidão atrás de Si.

Mas quem foi que o acompanhou para o deserto?

Sabemos que Nosso Senhor passou esses quarenta dias em jejum e oração. Privando-se do convívio de muitos para estar na solidão com o Pai. E os Evangelhos nos dizem que terminados os quarentas dias ele teve fome... E foi tentado pelo Demônio. Logo se podem tirar algumas lições preciosas destes quarenta dias, como a que nos mostra que o deserto é um lugar de intima comunhão com Deus, um lugar de jejum e mortificação, de silencio e solidão, mas principalmente um lugar de combate e tentação.

Somos convidados pela Santa Igreja a seguir a Cristo no deserto. Estar em companhia dele e vigiar. Reparar e adorar. Mas principalmente permanecer fiel na oração e no silencio, no recolhimento e na solidão, na oração e no jejum, na penitencia e na mortificação. Perseverar. Jamais abandonar a Cristo mesmo que as tentações sejam terríveis ou grandes os sofrimentos. O segredo é permanecer: Permanecei em mim e eu permanecerei em vós. Tirar os olhos das tempestades deste mundo e os descansar em Cristo. Esse é o segredo da vida de oração e da vitória sobre nossas misérias e pecados.

Acaso não vigiaremos com Cristo?


domingo, 11 de fevereiro de 2018

Como viver bem a Quaresma de 2018?



Muitas pessoas nos tem perguntado sobre como viver de modo mais intenso a Quaresma de 2018. Tenho visto que uns formulam o desejo de abster-se das chamadas redes sociais, outros de algum vicio, como o cigarro, o uso de bebidas alcoólicas, outros de doces, enfim, cada um intenta encontrar um meio para participar mais convenientemente dos quarenta dias que Jesus passou no Deserto.

Que tais desejos sejam bons em si mesmos me parece evidente. Mas há um engano em tudo isso: mesmo os bons propósitos, mesmo as mortificações e penitencias, não podem ser expressão de nossos gostos e vontade própria ou preferencias, mas devem passar necessariamente pelo crivo e aprovação do Confessor ou do Diretor Espiritual para que, sob obediência, possam produzir frutos para a Vida Eterna.

É que na vida da graça, na vida espiritual, só caminhamos bem debaixo da obediência, da qual Nosso Senhor Jesus Cristo foi o grande modelo: Christus factus est pro nobis obediéns usque ad mortem, mortem autem crucis!

Fez-se obediente até a morte...

É debaixo da obediência ao Pai Espiritual, ao Confessor ou Diretor Espiritual, que caminhamos segundo o espírito de Cristo, e granjeamos as bênçãos que nos são necessárias para progredir no amor a Deus e ao próximo.

De modo que, se nesta Quaresma, queres imitar a Nosso Senhor, queres fazer alguma penitencia, mortificação ou jejum, apresente humildemente seu pedido ao Confessor ou Diretor Espiritual e ai sim, obediente ao discernimento do Pai Espiritual, caminhe seguro de estar na via certa, e tudo que encetares será do agrado de Deus, e o demônio não te farás perder o justo merecimento daquilo que Deus inspirou ao teu coração. 

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

A confiança na misericórdia do Bom Deus




No Livro da Confiança escrito pelo R. P. Thomás de Saint Laurent somos instados a confiar na misericórdia do Bom Deus. “Voz de Cristo, vos misteriosa da Graça que ressoais no silêncio dos corações, vós murmurais no fundo das nossas consciências palavras de doçura e paz. Às nossas misérias presentes repetis o conselho que o Mestre dava, frequentemente, durante a sua vida mortal: “Confiança, confiança””!

Que os tempos presentes pareçam singularmente terríveis por causa da apostasia do clero não temos mais dúvidas. Muitas almas se encontram abandonadas por seus pastores e entregues a mercenários. Não podem contar com a direção segura de seus curas e muito menos com confessores santos e validamente ordenados para o Sagrado Ministério.

O que fazer diante de tanta miséria? Sabemos que o muito justo peca sete vezes ao dia e por isso nossas consciências vivem sob o peso dos nossos pecados e misérias.

Mas é preciso ter confiança na misericórdia do Bom Deus e não nos esquecer das lições do Catecismo: A contrição perfeita como remédio eficaz para as nossas faltas sob a condição de confissão futura tão logo a Providência possibilite a presença de um bom e verdadeiro sacerdote, além do propósito sincero de correção e emenda depois de cada queda.

Confiança, confiança!

“A alma culpada, oprimida sob o peso de suas faltas, Jesus dizia: “Confiança, filha, teus pecados te serão perdoados”! “Confiança, dizia ainda à doente abandonada que só d’Ele esperava a cura, “tua fé te salvou”. Quando os Apóstolos tremiam de pavor vendo-O caminhar, de noite, sobre o lago de Genesaré, Ele os tranquilizava por esta expressão pacificadora: “Tende confiança! Sou Eu, nada temais”! ( Livro da Confiança, página 7).

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

Veni Sancte Spiritus!



+Pax
A cada dia aprendo, de maneira silenciosa e humilde, como Deus quer ser amado e servido. Assim, despretensiosamente, na solidão e no recolhimento, experimentando como é doce estar com Jesus. É a ação do Espirito Santo na alma que nos conduz... Ele pacifica a alma ansiosa, acalma as tempestades, restaura a estabilidade do ser e nos deixa em comunhão com a Trindade. É preciso dizer todos os dias: Veni Sancte Spiritus!