terça-feira, 30 de maio de 2017

A Fé não é de todos!

A apostasia dos tempos modernos torna cada vez mais evidente as palavras da Carta do Santo Apostolo Paulo aos Tessalonicenses em seu capitulo III, versículo 2: A Fé não é de todos. 

É certo que sem Fé é impossível agradar a Deus. 

Ora a Fé pertence as três virtudes maiores, chamada de teologais, infundidas na alma juntamente com a graça santificante e nos ordenam, segundo Santo Tomás, diretamente para Deus, conforme o que está discutido na Questão 62 sobre as virtudes teologais na I-II.

Nosso Senhor nos Santos Evangelhos pergunta: "Acaso julgais que o Filho do Homem quando voltar encontrará Fé sobre a terra - São Lucas 18, 8"? 

Esse é o retrato dos nossos tempos... A apostasia praticamente varreu a Fé sobre a terra. Onde se julga ter alguma fé o que se verifica é superstição e idolatria. 

O triunfo da heresia modernista no Vaticano II é responsável pela perda da Fé e destruição dos Dogmas de nossa Santa Religião no meio de um povo outrora católico. 

É neste contexto apocalíptico que vejo Deus suscitando almas contemplativas e encaminham-do-as para o deserto, para a solidão e o silencio, adorando e reparando pelos pecados de apostasia do clero e do povo. 

Quem tem Fé divina e Católica tem o dever de promover e amparar este gênero de vida para a honra e gloria de Deus, bem da Santa Igreja e salvação das almas! 




domingo, 14 de maio de 2017

Dai, e dar-se-vos á, boa medida, recalcada, sacudida, transbordante...


O Eremitério da Santíssima Trindade é uma fundação de natureza contemplativa que se propõe a viver longe do barulho das cidades, no recolhimento de um deserto, na solidão e no silêncio, guardando a Liturgia de Trento na Missa, no Ofício Divino e nos Sacramentos.

Não possui rendas e nem tem condições de manter um trabalho que lhe possibilite pagar as próprias contas. É uma obra que vive da Providencia de Deus e da generosidade de amigos e benfeitores.

No entanto as dificuldades são muitas principalmente porque não mantemos nenhum vinculo com grupos ditos tradicionalistas e muito menos com a nova hierarquia que vive a disciplina do Vaticano II.

Vivemos a vida da graça num completo abandono nas mãos de Deus e de seu cuidado por nós.

Percebemos que a crise de Fé e seu profetizado esfriamento afetou gravemente o espírito dos católicos provocando a perda da caridade, do amor entre os irmãos e do desvelo pelo pobre.

Hoje quem tem dinheiro não se deixa mais mover pela caridade, mas se fecha na avareza e no egoísmo. Não sabe ou não quer repartir dos bens que Deus lhes deu.

É uma situação demasiadamente triste e desoladora: apostasia, esfriamento da Fé, perda da caridade, avareza, egoísmo, vaidade...

Mas é preciso tentar sacudir este espirito anticatólico das almas que têm a graça de entender a grave crise que nos assola.

Deus prodigaliza de seus bens a muitos para que jamais deixem de assistir aos que necessitam e mais ainda aos que se propõem a viver os conselhos evangélicos. 

A quem muito foi dado, em todo sentido, muito será pedido.

Faço um discernimento ponderado sobre o número que temos de seguidores nestas chamadas redes sociais: 4950 pessoas. No blog mais de 18.300 acessos. Se todas essas almas se deixassem guiar pela generosidade e nos ajudassem cada um com 1 real já teríamos muito bem como prover nossas necessidades e ainda ajudar os pobres que estão a nossa volta.

Mas os corações parecem endurecidos...

Esta reflexão visa mover estas almas a quem Deus tem dado tantas graças para que se deixem tocar pelo amor e pela misericórdia do Bom Deus e aprendam a repartir com os que precisam ainda que seja um pouco da própria pobreza.

Cabe aqui uma bela passagem do Evangelho segundo São Lucas: "Levantando os olhos, viu Jesus os ricos que deitavam as suas ofertas no cofre do templo. Viu também uma viúva pobrezinha deitar duas pequeninas moedas, e disse: Em verdade vos digo: esta pobre viúva pôs mais do que os outros. Pois todos aqueles lançaram nas ofertas de Deus o que lhes sobra; esta, porém, deu, da sua indigência, tudo o que lhe restava para o sustento. Capitulo 21" 

Os que possuem bens deste mundo devem tomar consciência do dever, sim dever, que eles têm de ajudar o próximo e prover as coisas de Deus.

Assim conscientes do dever de caridade e de justiça todos teriam abertas as compotas do céu e veriam suas vidas se tornarem abundantemente abençoadas pelo Deus que vela pela sorte do pobre, dos órfãos, das viúvas e das almas que lhe são consagradas.

E todo nosso apelo seria prontamente correspondido num espirito de fé e amor a Deus! 


Mas a realidade tem sido bem outra e dai a razão de nossa reflexão. 

Que Nossa Senhora de Fátima, no seu centenário, nos ajude a todos. E que as almas correspondam a todo apelo justo e verdadeiro. E que assim todos se tornem plenamente irmãos e merecedores das melhores graças de Deus Nosso Senhor. 

sábado, 13 de maio de 2017

100 anos de Nossa Senhora em Fátima.



Este blog, piedosamente, se ajoelha aos pés da Bendita e Gloriosa Senhora Mãe de Deus e Sempre Virgem Maria neste centenário de Suas aparições em Fátima na Cova da Iria. 

100 anos de uma maternal intervenção da Mãe de Deus em favor dos homens que se condenam por causa de seus pecados. 

Deus quis estabelecer no mundo a devoção ao Imaculado Coração de Maria. Confiou três segredos. Fez duras advertências. 

Que balanço se pode fazer destas aparições e avisos da Mãe de Deus? 

A Igreja desde o Vaticano II está ocupada por seus piores inimigos! Seria este um dos termos do segredo? Substituíram fraudulentamente a Missa Católica por uma criação maçônica de Bugnini aprovada e imposta por Paulo VI! 

Destruíram o Ritual Romano e todos os veneráveis ritos dos Sacramentos! 

Impuseram uma falsa religião, antropocêntrica, herética, igualitária e gnóstica! Formou-se um novo clero e uma nova hierarquia sem a graça do antigo ritos dos sacramentos. 

Mas Nossa Senhora advertiu...

Advertiu e ordenou que o segredo fosse revelado depois de 1960 justamente quando os modernistas já estavam organizando os esquemas para ocupar a Cidade Católica e destruir seus ritos e sacramentos! 

Mas em sua bondade de Mãe falou sobre a preservação do Dogma da Fé e disse que por fim o seu Imaculado Coração triunfará. 

Nossa Senhora de Fátima, rogai por nós, pela Igreja ocupada pelos inimigos de Cristo, e salva-nos ó Mãe de Deus Bendita e Gloriosa! 

sexta-feira, 12 de maio de 2017

O valor da Obediência na Vida Contemplativa


A vida religiosa de natureza exclusivamente contemplativa, eremítica, silenciosa e recolhida, longe do barulho das cidades e paixões humanas, deve necessariamente se alicerçar no Voto da Obediência. 

A Obediência entendida como a grande virtude de submeter a vontade própria à vontade de Deus e a vontade do Superior. 

Cristo Nosso Senhor obedeceu até a morte e morte de Cruz!

Nós, que vivemos a vida da graça no deserto, na solidão e no silêncio, devemos nos entregar alegremente à obediência à Deus, aos superiores, aos Santos Padres, aos Santos Doutores, aos 260 papas que nos guiaram até aqui e aos 20 concílios ecumênicos até o Vaticano I. 

É necessário obedecer. Ser fiel. Perseverar. Combater o bom combate. Guardar a Fé. 

E jamais dar ouvido às novidades que destroem a Fé e comprometem a salvação eterna.

quinta-feira, 4 de maio de 2017

O louvor divino é por si mesmo e de modo especial uma homenagem de amor.


É sabido que a vida do monge, do eremita que vive no deserto, é ditada por seu profundo amor ao Divino Esposo. E esse amor encontra sua melhor forma de expressão na recitação fervorosa do Oficio Divino. Uma vez na madrugada, em geral as 3 horas, e sete vezes ao dias. 

Na solidão do deserto, no silêncio do coro ou da cela, o monge recita diariamente o louvor divino, verdadeiro ato de adoração e sólido alimento para sua alma. 

Assim o Oficio Divino constitui para o anacoreta uma homenagem de amor a Trindade. Segundo Dom Columba Marmion todas as formas de amor nele encontram ocasião de se exprimir, principalmente pelos salmos, que constituem o seu mais considerável elemento. 

"A admiração, a complacência, o gozo, o amor de benevolência, o amor contrito, o amor grato, todos estes sentimentos se manifestam de modo quase ininterrupto. O amor reconhece, admira, exalta as perfeições divinas. A complacência pela qual a alma se regozija de alegria e beatitude da pessoa amada é uma das mais perfeitas formas e das mais puras do amor" Jesus Cristo, ideal do monge. Dom Columba Marmion, pag. 446.

E este venerável abade termina dizendo que quando se ama verdadeiramente não se tem maior alegria do que a de louvar e glorificar a Deus. Essa é a vida e o ideal do monge, amar a Deus de modo profundo, generoso, fiel, louvar e glorificar com todas as forças da sua alma este Divino Esposo!